Acne/Rosácea
A acne é uma doença da pele muito comum que afeta a maioria dos adolescentes e surge tipicamente no início da puberdade.
Trata-se de uma doença multifatorial das unidades pilossebáceas (unidades formadas por uma glândula sebácea e um pelo). Os principais fatores patogênicos são:
- Aumento da oleosidade.
- Queratinização anormal do epitélio intrafolicular.
- Crescimento e atividade anormais do Propionibacterium acnes.
- Processos inflamatórios foliculares/perifoliculares.
A doença é caracterizada por:
- Apresentação clínica polimórfica com coexistência de lesões não inflamatórias (comedões abertos e fechados) e lesões inflamatórias (pápulas, pústulas e nódulos).
- Diferentes graus de gravidade: leve, moderada e grave.
Tratamentos da Acne
A decisão de usar terapia tópica, oral ou combinada depende da gravidade da doença.
- Acne leve: terapia tópica.
- Acne moderada: terapia tópica ou sistêmica (combinada).
- Acne grave: terapia sistêmica ou combinada.
Rosácea
A rosácea é uma dermatose crônica comum, de localização centro-facial, caracterizada inicialmente por ruborização episódica, que passa a ser persistente, e lesões inflamatórias. O quadro clínico é variável, podendo haver combinações de diversos sinais cutâneos, como vermelhidão, eritema, telangiectasias, edema, pápulas, pústulas, lesões oculares e rinofima.
A doença se inicia comumente na quarta década de vida, com pico na faixa etária de 40 a 50 anos. A rosácea pode levar ao desfiguramento facial e a sérias complicações oculares se não for tratada. Sua causa exata ainda é desconhecida. Como no caso de muitas outras doenças, assume-se uma etiologia multifatorial. As pessoas que têm história familiar de rosácea ou tendência de ruborizar-se facilmente e os indivíduos de pele clara são mais suscetíveis à doença.
Tanto as mulheres quanto os homens são igualmente propensos à doença, no entanto a experiência tem mostrado que as mulheres revelam mais tendência a procurar auxílio médico devido à preocupação com a aparência. Mas o curso da doença é, em geral, menos grave nas mulheres.
A rosácea é classificada em:
- Eritemato-telangiectásica.
- Papulopustulosa.
- Nodular.
Os episódios de ruborização, que constituem o sintoma predominante entre os pacientes com rosácea, podem ser atribuídos a diferentes fatores desencadeantes:
- Temperaturas extremas.
- Calor: sauna, banhos quentes.
- Frio.
- Exposição ao sol.
- Esforço físico.
- Fatores emocionais: estresse, ansiedade.
- Bebidas alcoólicas.
- Bebidas quentes.
- Comida apimentada.
- Produtos para cuidados da pele que contêm hidroálcool e acetona.
Tratamentos
As opções terapêuticas relativas à rosácea incluem várias medidas de prevenção, bem como terapias tópicas e sistêmicas. A escolha da estratégia a ser empregada depende do subtipo e da gravidade da doença.
Tratamentos tópicos
- Ácido azelaico.
- Antibióticos tópicos: clindamicina, eritromicina, metronidazol.
- Preparações tópicas de vitamina C.
- Sulfacetamida.
Tratamentos físicos
- Eletrodissecação.
- Dermoabrasão.
- Cirurgia a laser.
- Luz intensa pulsada.
Tratamentos sistêmicos
- Antibióticos: claritromicina, doxiciclina, minociclina, tetraciclinas.
- Isotretinoína.
- Corticosteroides de curto prazo somente no caso de formas especiais de rosácea.
De modo geral, os pacientes devem ser informados para tomar as seguintes medidas, que favorecem o sucesso do tratamento médico:
- Evitar exposição aos fatores desencadeantes.
- Proteger-se com filtro solar adequado.
- Adotar cuidados adequados para a pele.
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